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O livro no Século XXI
Enquanto o despertar da atualidade nos convida a participar do avanço
tecnológico, do mundo da globalização e do uso limitado da imaginação. O
adormecer do passado deixa – nos a oportunidade de buscar nos livros, talvez, o
projeto perfeito para um passo sólido ao futuro, através de literaturas
construtivas, viagens a um destino enriquecedor traçado por palavras, e melhor,
convoca – nos a conhecer o objetivo primacial da leitura: o exercício da
imaginação.
Uma
redoma cercada de luxo e comodidade é o esperado sonho de consumo de qualquer
reles mortal que esteja inserido em um mundo movido de informações tecnicamente
prontas. A sobrevivência no século XXI está ligada a um estilo de vida
superficial que computa a proposta vantajosa da atual tendência.
Apesar de propagandas, feiras culturais (como a bienal do livro) e construções
de bibliotecas promovidas pela iniciativa privada e pública, o Brasil ainda
apresenta carência no que diz respeito ao cultivo do hábito da leitura. As
instituições de ensino estão acomodando seus alunos cada vez mais ao uso
contínuo do sistema informatizado, esquecendo de apresentá-los outras técnicas
de estudos.
É
correto afirmar que a informatização foi muito benéfica em relação a
organização, a internet trouxe com certeza a facilidade de obter uma vasta
variedade de informações válidas em segundos, porém, nem sempre o atalho leva ao
caminho mais seguro. Pensemos, não há como o professor avaliar o aluno sem que
ele se esforce para demonstrar o que foi aprendido. Atualmente a dificuldade de
desvendar possíveis talentos que o aluno possa ter em seu interior nos preocupa,
pois, eles não se dão mais ao trabalho de pensar, de criar, já que preferem se
limitar a massificação daquilo que encontra – se feito.
A
imaginação era aguçada e estimulada quando no passado, este, não distante, havia
a necessidade da leitura de livros para adquirir conhecimentos básicos e
complexos. Os “temíveis” livros para alguns, eram os propulsores do saber de
maneira que seus apreciadores, ao término ou durante a leitura elaboravam
conceitos e esboçavam internamente tudo aquilo que lhe fora absorvido.
A
condensação da leitura na mente daqueles que fizeram proveito dela evidencia um
dos fatores mais importantes para a ascensão da evolução. Há de convir que hoje,
os consagrados provedores desse considerado advento, foram no passado os
imaginativos leitores que se escondiam atrás das páginas, no caso, sinônimo de
receita a chegada ao topo.
O
estudo comparado com a obra literária configura hoje, uma necessidade que se tem
de compreender a integração desta realidade nova caracterizada como limitada
diante do nosso ver, com aquela outra antiga que nos proporciona capacidade de
se expandir nos pensamentos, esta última propulsora da atual. O livro nos traz
conhecimento e além de tudo exercita a imaginação. A prática da leitura esta
sendo superada pelos atributos da tecnologia, cabendo a nós, instrutores
brasileiros do saber, resgatar em nossos futuros substitutos a possibilidade do
esclarecimento com qualidade e aproveitamento, com a finalidade de poder
contribuir para o êxito de ensinar a conciliar um aprendizado eficaz e produtivo
com o progresso confuso ao qual nos é oferecido pelo país.
Faço necessário ressaltar o lema: “-LER É PRECISO!”, este abrangente, extensivo
a todos. Aos docentes, me atrevo a estabelecer outro:“-TORNEMO – NOS CAPAZES!“.
A nós deve ser dado o primeiro chamado, a responsabilidade está em nossas mãos,
sinta – se nem que seja só por uma vez motivado a produzir uma forma de
estimular os estudantes ao exercício da leitura, e assim, tenhamos trabalho,
trabalho sim, em procurar provas consistentes para manifestarmos o alerta ao
Brasil sobre a importância do livro no XXI.
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